Mensagem de Santa Ceia (12/08/07)
Poder de Influência
Daniel – Caps. 1, 2 e 3
INTRODUÇÃO
A humanidade caminha cada vez mais para a degradação e o afastamento de Deus. É claro que Deus não concorda com essa situação e quer realizar uma grande virada na era em que vivemos, para que o seu governo seja notório e se revele em toda sua expressão entre os homens.
A visão que Deus deseja que nós, os cristãos deste século, tenhamos é a visão do quadro real descrito na palavra em relação ao mundo e o seu sistema: um mundo:
- que jaz no maligno;
- conceituado como tenebroso (no sentido de malignidade, perversão, desgraça, coberto de trevas, horrível, terrível, medonho, desprezível, criminoso, altivo, etc.)
- cujo principado é maligno;
- contaminado;
- com ódio velado contra a Igreja (I Jo 3:13);
- cheio de lobos matadores.
Diante deste quadro é que Deus levantou no passado, e quer levantar no presente, um povo que seja capaz e habilitado de influenciar a nossa geração. E Deus está buscando estes agentes influenciadores no meio de seu próprio povo.
Pontos de Reflexão
O meu objetivo nesta mensagem é atrair, de forma simples e prática, a sua atenção, levando-o a se posicionar como um verdadeiro canal, instrumento de influência na transformação da nossa geração em uma nova era de indivíduos, que se aproximem de Deus e, conhecendo o poder libertador do Evangelho, proclamem a Glória do SENHOR em toda a terra.
Na verdade, para sermos agentes de grande influência neste século precisamos praticar quatro processos básicos:
I - O Processo de Separação
Quando falamos de separação, queremos ter o cuidado de não parecer com alienação, castração ou fantochismo.
Não, em absoluto! A separação é um processo consciente e alimentado acima de tudo por profundas convicções da perfeita vontade de Deus para as nossas vidas e baseado no pleno conhecimento do conceito real do que contamina e do que não contamina. Do que é puro e do que é impuro. Do que é falso e do verdadeiro. Do que é sagrado e do que é profano.
A questão, irmãos, é que em nossos dias muitos não estão atentando para estas diferenças e nem se apercebem que estão se contaminando com as iguarias do rei deste mundo.
Quando falamos de separação, entendemos que é um processo de defesa deliberado contra qualquer influência contaminadora do mundo. Isso significa:
- realizar a disjunção do que estava junto ou ligado;
- isolar; interromper; obstar;
- estabelecer discórdia entre dois lados;
- dividir e desassociar.
A Bíblia nos convoca a entrar pelo processo de separação, “...sai do meio dela povo meu”.
Veja o exemplo de Daniel quando estava no cativeiro da Babilônia sob o governo de Nabucodonossor. Ele era uma pessoa separada. E se você quiser influenciar a sua geração, você terá que ser uma pessoa SEPARADA.
Devemos ter consciência de que a maioria hoje está andando no mesmo caminho e sendo levada pela mesma correnteza. É um caminho que segue os métodos e o sistema impostos ardilosamente por Satanás, é iniciado e liderado por ele, definitivamente em contradição com o modelo de Deus.
Queridos, eu gostaria que cada um de vocês prestasse bem atenção no que lêem e no que ouvem. Por exemplo, bem no começo do registro de Daniel, podemos ver o quadro de um lugar chamado SINEAR (A terra de Sinear foi um lugar onde os homens, desde o início, revoltaram-se e rebelaram-se contra Deus).
Na Babilônia não havia templo, apenas santuários. Era o lugar de origem dos ídolos e também onde os ídolos eram muito predominantes. Toda adoração a ídolo neste mundo originou-se em BABEL, que é Sinear e Babilônia.
Eu quero que você compreenda tudo isto para entender o processo de SEPARAÇÃO.
Desde o primeiro capítulo de Daniel podemos ver que o mundo inteiro estava sob a autoridade do rei da Babilônia, todos serviam o deus Babel, estavam sob o domínio de Satanás e até mesmo o adoravam. Mas, entre eles havia um povo, os ISRAELITAS, que deveria estar separado. Os israelitas não pertenciam à Babilônia e não deveriam estar sob a autoridade de Babel. Eles viviam originalmente na terra de Canaã, um lugar distante de Babilônia, e entre eles não havia Santuários, apenas o TEMPLO DO SENHOR. Eles adoravam ao único Deus, mas agora eram obrigados a conviver na Babilônia.
Eu não sei se você percebe, mas aqui estava o grande desafio - servir ao Único Deus no meio da Babilônia.
Esta lição é de extrema profundidade, o inimigo repudia este processo de forma desesperadora. Todo o seu esforço é no sentido de apagar todos os vestígios que nos identificam. Como agentes influenciadores e referências que tenhamos enquanto indivíduos separados.
Nos versículos 4 a 7 podemos perceber o que o sistema impõe como estratégia de contaminação, de helenização, de mistura e de sincretismo.
- Aprendizado da Cultura;
- Aprendizado da Linguagem;
- Participação na Dieta;
- Mudança de Identidade.
Amados, há um sistema sendo imposto aos nossos comportamentos. Existem DETERMINAÇÕES DO REINO E DO REI deste mundo para mudar as coisas que Deus quer que façamos. A questão continua a mesma do Edem - Não é assim que Deus falou? Não acontecerá.
Veja o vs. 8, o que temos aí? Daniel e seus três amigos não se submeteram às normas.
I - DETERMINAÇÕES
Resolveram ir na contramão das normas, resolveram firmemente não seguir o curso normal das coisas. O que eles estavam fazendo? Eles assumiram o processo arriscado de Separação.
Eles não podiam comer o que os outros comiam, não podiam beber os que os outros bebiam, não podiam fazer o que os outros faziam. Eles recusaram a massificação. Eles eram, explicitamente, diferentes dos outros em tudo!
Quero lhes chamar a atenção que o preço de grandes vitórias depende diretamente de atitudes que nós assumimos desde o início de nossas jornadas. Daniel não se importou com o fato de estar no exílio e de haver “Determinações”.
Ele simplesmente resolve não se contaminar. Com aquela atitude, ele colocava um novo marco. Ele chegava fazendo a diferença.
Mas perceba que ele o faz de forma sábia... (vs. 8b). Ele não era um rebelde sem causa. Ele utilizou o processo de separação, por vias legais e com disciplina, de forma ordeira. Veja que ele não criou dificuldade, não impôs seu ponto de vista.
Ele apela para um desafio corajoso respaldado na fidelidade de um Deus que cumpre a sua palavra.
Amados, nós temos muito que aprender com Daniel. Precisamos discernir o momento certo de lançar o desafio, de cessar nossas armas.
O PROCESSO DE SEPARAÇÃO APONTA PARA 3 PROPOSIÇÕES
1- Estabelecer definitivamente nossa posição (estilo de vida);
2- Definir claramente os novos critérios (desclonagem);
3- Projetar com firmeza nossas convicções (19-20) (pontos de vista, conceitos, etc.).
Diante do exposto, eu quero vos convocar a aplicar na prática (II Co. 6:14 - 18 e 7:1). Veja as questões que Paulo levanta são baseadas em princípios eternos exarados por Deus:
- que sociedade?
- que comunhão?
- que harmonia?
- que ligação?
II - O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO
Este é o 2º processo que nos confirma como agentes influenciadores em nossa geração. Não basta apenas sermos separados, mas também integrados. Integrados em duas posições altamente estratégicas:
1. Estratégia da identificação trinitariana (ser 1 com a trindade – Jo. 17:21-23).
Precisamos ter consciência que temos a mesma natureza do Pai; que estamos solidamente e estreitamente ligados a Cristo. Temos o seu Espírito, somos identificados com Ele.
2. Estratégia da funcionalização
Devemos atentar para o contexto e funcionar de acordo com a necessidade do momento. Ser fraco com o fraco, forte com o forte, sábio com o sábio, discernir necessidades, carências e anseios do momento.
No processo de integração fica patenteado o nível de comprometimento do indivíduo com a inteira vontade de Deus. Explicita-se o quanto nós estamos em linha com a palavra de Deus e o quanto ELA nos toca, revelando-nos regras, padrões e promessas.
Quando nos achegamos à Palavra de Deus, temos que aprender que cria-se um elo, uma junção de desejo do coração de Deus. A minha preocupação constante está diretamente ligada ao quanto vocês estão integrados com aquilo que dizem crer. Quando olho para Daniel e os três jovens, fico impressionado com o nível de integração que eles tinham com o que eles criam.
- eles criam na soberania de Deus em qualquer situação;
- eles criam na capacitação divina em revelar aos homens mistérios, enigmas e sonhos;
- eles criam que Deus era suficientemente poderoso para exercer livramento em qualquer circunstância.
Perceba o quanto Daniel influenciou os homens daquela época e como ele foi usado como agente de influência naquela geração (Daniel 6: 25-27).
- o rei apela para que todos se submetam a Deus;
- o rei reconhece a eternidade, a perpetuidade, a indestrutibilidade e a supremacia do Reino de Deus.
- o rei reconhece os Poderes de Salvação, livramento, prodígio, sinais e maravilhas, realizados pelo poder de Deus.
Você é capaz de perceber o grau de integração que havia entre Daniel e Deus. Olhava-se para Daniel, via-se Deus. Ele era o próprio reflexo do Deus Todo Poderoso. Ele pode influenciar a sua geração.
Olhe o episódio da Escritura na parede (cap. 5). Belsazar estava perturbado, desequilibrado e amedrontado, mas a rainha-mãe, lembrou-se de alguém que vivia no reino que era integrado com os mistérios de Deus. (vs. 10-12)
- O Espírito dos deuses santos;
- Luz;
- Inteligência;
- Sabedoria como a dos deuses;
- Liderança.
III - O PROCESSO DE INTERVENÇÃO
Esta é uma das características dos agentes influenciadores. Nós só exercemos influência à medida que intervimos na História, trabalhando em cada situação de forma que elas sejam transformadas segundo o operar de Deus.
A questão prática é: como eu posso intervir em minha geração?
1- DESENVOLVA UMA VIDA DE ORAÇÃO. (ORE!)
Você não pode interferir positivamente no mundo natural, sem que tenha um contato íntimo com o mundo sobrenatural. Você concorda comigo que a oração é o grande segredo? Então por que você não ora?
Olhe para Daniel e seus amigos. Havia um pacto de oração entre eles. Implícita ou explicitamente, você percebe em todo o livro esta atitude.
(Dn. 6: 10,11,13; 9:3,4; 9: 17,20,21)
As orações de Daniel não foram comuns; foram orações de intervenção, mudaram a sua geração. Ele acreditava absolutamente na oração porque cria em Deus e não em si mesmo.
2- DISPONHA-SE A SER INSTRUMENTO DE REVELAÇÃO DIVINA.
(vs. 14)
Não sei se você percebe, mas para ser instrumento precisa haver sintonia, ter que estar afinado com o Senhor e isto só acontece se houver Oração, aí haverá sintonia, harmonia, entrosamento, etc.
Sabe irmãos, precisamos nos tornar instrumentos de revelação dos mistérios de Deus para nossa geração. Nós somos os únicos detentores dos segredos do Pai. Nós temos que nos conscientizar de que temos a Revelação. Jesus disse: “Graças te dou óh! Pai porque revelastes estas cousas aos pequeninos”.
Nós precisamos ter consciência que temos a capacidade de reconhecer os mistérios de Deus e de interpretá-los para nossa geração!
3- ENVOLVA-SE INTEGRALMENTE COM OS PLANOS DE DEUS.
Daniel e seus amigos tinham plena consciência que Deus tinha planos com o seu povo naquele cativeiro. É muito importante compreendermos quais são os propósitos de Deus em nossa História. O que Deus está nos ensinando com a sua soberania.
Tudo que nós vivenciamos está literalmente seguindo um plano traçado por Deus para as nossas vidas. A Igreja será muito mais poderosa à medida que entender esta verdade e então o seu poder de influência será inigualável.
Pr. Joiadas Soares de Souza |