Santa Ceia – 09/11/08
A Teologia da Vitória
(Reescrevendo nossa história)
(Jó 27:6)
Ao longo do estudo sobre o Livro de Jó, nós acompanhamos toda a dor e sofrimento que lhes foram afligidos e como ele, paulatinamente, foi se apropriando da consciência de que Deus estava trabalhando em cada circunstância, gerando em seu interior a certeza de que Deus em, momento algum, esteve ausente e alheio àqueles acontecimentos. (Deus jamais se ausentará de nossa vida. Ele tem conosco uma Aliança Eterna).
Embora Jó, não compreendendo o porquê do sofrimento que lhe fora imposto, em nenhum momento perdeu a sua FÉ e a certeza de que havia um Deus Poderoso que era dele... era o seu Deus e que o seu futuro seria de glória e não de desgraça. Esta deve ser a nossa posição.
Diante do exposto, podemos compreender que a vitória de Jó se realizou a partir de algumas posições que ele assumiu diante da situação vigente:
No reconhecimento de Deus como testemunha fiel e advogado de defesa (16:19)
Jó tinha plena convicção de que Deus o conhecia e era testemunha de seu caráter e retidão (Jó 1:8) e, conseqüentemente, podia advogar as suas causas. Uma das maiores convicções que temos de manter em nosso interior é exatamente esta: Deus é nossa testemunha porque Ele participa ativamente de nossa jornada todos os dias. Ele vê, ouve e age em nossa história).
Lembra de Êxodo? Deus deixa evidente que Ele era testemunha do sofrimento daquele povo. Em Apocalipse, Jesus incansavelmente adverte: “Eu conheço as tuas obras” mas, Ele não só testemunha, Ele também advoga... nos defende... nos garante... jamais nos deixará à sós!
No reconhecimento de que Deus é um redentor vivo e ativo (19:25)
Jó cria piamente no poder redentor de Deus e que o mesmo nunca cessava a sua ação. Nós não temos e nem servimos a um Deus morto e inativo. O nosso Redentor vive. Ele ressuscitou! Aleluia! De que serve um Redentor morto e, por conseguinte sem atividade?
Na convicção de que a nossa integridade é objeto de apreciação divina (cap. 31):
- Integridade pessoal (Aliança) (1,2)
- Integridade com Deus
- Integridade com o próximo
- Integridade social e econômica
No reconhecimento de que o nosso silêncio ensejará uma resposta de Deus (31:40)
Fim das Palavras de Jó. Agora ele se cala e espera que Deus fale! E Deus fala de uma forma contundente, transparente e reflexiva:
- Convencendo-o de sua fala de conhecimento (38: 1,2).
- Levantando questões de ordem criativa e operacional.
- Repreendendo toda questão humana com base em simples censura (40:1-2).
As questões levantadas por Deus têm como objetivo nos levar a reflexão de quem somos e quem na verdade Ele é? Ele não menospreza nenhum questionamento humano, contudo nos responde de forma a não deixar nenhuma dúvida de que Ele está absolutamente no controle da situação.
No reconhecimento de que Deus está no controle total da existência (42:2b)
Reconhecemos a nossa indignidade perante a santidade divina (40:3-5). Quando Deus nos responde com a franqueza que lhe é peculiar, a nossa reação é de humilhação e entrega. Quanto mais Ele fala, mais em silêncio ficaremos. Confessamos a onipotência de Deus (42:1ª) “Bem sei que tudo podes...” Deus é poderoso!
TUDO (No reino animal, vegetal, mineral e humano)
No reconhecimento da ignorância humana ante a sabedoria divina (42:3)
Não se conhece a Deus e seus mistérios com a mente humana, e sim com os olhos espirituais.
- Nada entendemos
- Nada conhecemos
Na capacidade de desenvolver a humildade, com arrependimento e intercessão (42:4-10)
Precisamos estar conscientes da necessidade veemente de aceitar humildemente um processo de reciclagem (envolvendo a teoria aliada à prática) (42:4).
É preciso que estejamos abertos àquilo que Deus quer ministrar ao nosso coração! Deus quer transformar o nosso SER. Ele quer falar, dialogar e ensinar. Ele quer manter conosco um relacionamento dinâmico.
- Rejeição ao EU humano
- Arrependimento total
- Oração intercessória
- Transformação histórica (vs. 10)
“Mudou o Senhor a sorte de Jó”
Pr. Joiadas Soares de Souza |