Avivamento Eficaz
O século em que vivemos é marcado por grandes eventos que notabilizaram a ciência e o saber humano em todas as suas realizações. A evolução crescente e assustadora da tecnologia e as demais descobertas do homem em todos os campos da ciência, seja nas áreas de exatas, humanas, social política ou econômica, evidenciam que o homem agigantou-se em conhecimentos científicos e materiais.
Seus pensamentos, sua força e seu amor estão voltados para as coisas materiais, para aquilo que é perecível. Hoje, vale-se mais pelo que se tem do que pelo que somos. Os valores morais, sociais e familiares perderam sua importância.
Em contrapartida, o homem foi paulatinamente se afastando de Deus, dando lugar à idolatria, à corrupção, aos vícios, à imoralidade, à violência, enfim, ao pecado. É neste quadro grotesco e caótico que habitamos. Nós, o povo que se chama pelo nome de Deus... A Igreja do Deus Vivo... A Noiva de Cristo.
Perguntar-se-ia como a Igreja poderá sobreviver diante de tanto pecado, tanta incredulidade, tanta heresia? Qual será a solução para a Igreja?
A única solução está na realidade de um avivamento urgente e eficaz, cuja base sólida seja o Senhorio de Cristo e a volta à oração, à fé, à esperança, ao amor e à fidelidade inabalável à palavra de Deus.
Ao voltarmos a nossa atenção ao passado, observando a Palavra de Deus, veremos como os homens de Deus davam importância ao real avivamento. Os Patriarcas foram notabilizados como homens de fé, que andavam com Deus, obedeciam a Deus e viviam para Deus.
De igual forma, os Profetas, homens cujo poder era evidenciado diariamente pelas suas vidas, realizando com coragem à vontade de Deus. E os Apóstolos? Homens cujas vidas foram consagradas inteiramente a Deus, a Cristo e à sua obra.
E o exemplo máximo de Cristo, cuja missão é salvar o homem e redimir a humanidade das trevas e do pecado que, ao comissionar os seus discípulos, evidenciou com veemência a necessidade de poder e unção do Espírito de Deus – “Ficai em Jerusalém até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49); “E recebereis poder...” (Atos 1:8).
Cristo deixou patente que a sua obra não se realiza com palavras bonitas e vazias, nem com sabedoria humana. A obra de Deus precisa e exige vidas que estejam no poder do Espírito, que se dobrem diante de Deus e que se submetam à sua vontade, excluindo totalmente o seu ego, tornando-se o vaso nas mãos do oleiro.
Ora, se o século em que vivemos é marcado por grandes realizações humanas, urge que a Igreja de Cristo na face da terra seja o mais notável evento espiritual e que, como luzeiro no meio das trevas, possa brilhar fulgurosamente anunciando que Jesus é Senhor e que o Evangelho é a boa nova da Salvação. Que a nossa oração seja a mesma do profeta Habacuque (3:2): “Aviva Senhor a tua obra e a faze conhecida no decorrer dos anos”.
Oremos por um avivamento eficaz!
Pr. Joiadas Soares de Souza
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