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Congresso Nacional analisa projeto que exige diploma de teologia

Estão em discussão no Congresso Nacional dois projetos polêmicos sobre o reconhecimento de não diplomados como teólogos. A idéia é regulamentar a profissão de teólogo, mas pelo jeito não há consenso até agora. Hoje é necessário curso superior para ser teólogo.

A proposta de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) reconhece como teólogo o não diplomado que há mais de cinco anos exerça efetivamente a “atividade de teólogo” e prevê a criação de um conselho nacional para representar os profissionais.

Esta proposta já recebeu parecer favorável do senador e pastor batista Magno Malta (PT/ES). Já a proposta, do ex-deputado Victorio Galli (PMDB/MT), amplia a qualificação do teólogo como o profissional que realiza liturgias, celebrações, cultos, transmite ensinamentos religiosos e pratica vida contemplativa.

Se forem aprovadas, as novas regras atingirão padres, pastores, ministros, obreiros e sacerdotes de todas as religiões. Porém, os representantes de entidades como a Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (Soter), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), têm se manifestado contra as propostas por acreditarem que não é possível uma pessoa estudar três meses e sair com o título de teólogo, que exige mais tempo de estudos. Não é qualquer um que pode subir ao púlpito e sair pregando, apesar do diploma.

Todos concordam que deve haver mais debate sobre o assunto também sobre a criação do Conselho Nacional, muitos dos quais acreditam que cada instituição religiosa deve ter seu órgão regulador.

Tanto para as igrejas evangélicas quanto católicas, a Teologia não representa o único critério para as questões sobre como e em que lugar ela deve ser exercida. De acordo com o senador Crivella, a regulamentação do exercício da profissão é necessária, a fim de afastar do meio profissional aventureiros que podem causar sérios danos à transmissão científica.

Fonte: revista Enfoque Gospel e Senado federal
Silvana Ornelas Coelho
Jornalista – 18/06/08