Ação de graças e encorajamento
“O louvor a Deus pela fé e constância de nossos irmãos em Cristo, redundará em encorajamento e força para que enfrentemos perseguições”.
Introdução
A segunda carta aos Tessalonicenses foi escrita logo depois da primeira, objetivando tratar e esclarecer determinados problemas que haviam sido apresentados a Paulo por mensageiros vindos da Igreja de Tessalônica. Havia alguns erros de conduta, contra os quais o apóstolo usou de severas admoestações, especialmente no que tangia a elementos que se esquivavam a trabalhar na expectativa da volta do Senhor.
I – Elogio à fidelidade (1:1-12). Paulo inicia esta carta com a saudação apostólica de costume, que inclui os três elementos básicos dos nomes dos escritores da carta, do nome dos endereçados e da expressão dos melhores votos cristãos (1:1-2) e louvor a Deus pela fé, amor e constância daquela igreja.
1) Por causa da fé (1:3). A despeito de todas as perseguições, lutas e problemas, a igreja em Tessalônica exercia a fé de maneira prática e operosa. Paulo dava graças a Deus porque a fé dos Tessalonicenses “crescia sobremaneira”. Em sua primeira epístola, Paulo evidenciou a “operosidade da fé” daqueles irmãos e agora enfatiza o aumento desta fé, demonstrando que havia entre eles saúde espiritual, desenvolvimento espiritual, e sua fé era viva e poderosa. A Igreja de nossos dias necessita veementemente se pautar por este modelo de fé. Fé crescente e abundante, contrapondo à toda forma de heresias. Como está a sua fé em Cristo? Tens progredido na fé? Tens crescido na vida espiritual?
2) Por causa do amor (1:3b). A fé e o amor na teologia de Paulo andam passo a passo. Onde houver o exercício da fé, haverá a prática do amor. A fé em Cristo leva o homem, impreterivelmente, à prática da caridade. Paulo pôde observar um crescimento espiritual extraordinário e isso é refletido na expressão que ele usou, evidenciando que a fé daqueles crentes estava crescendo sobremaneira e seu amor estava constantemente aumentando. Este amor. Este amor estava sendo demonstrado por todos na Igreja, e este homem é um sinal de maturidade espiritual. O amor cristão é manifestado através de quatro pontos: a) o amor de Deus pelos homens; b) o amor do homem por Deus; o amor do homem por si mesmo; d) o amor do homem para com o próximo. Nós precisamos exercer e praticar estas quatro facetas do amor e, especialmente, nos amarmos mutuamente com amor fraternal (1 Tm. 1:5; Jo. 13:34; 1 Jo. 5).
3) Por causa da constância (1:4-5). O terceiro motivo de louvor do apóstolo é que os Tessalonicences tinham suportado bem as perseguições, não abandonando o poder da fé e nem a constância do testemunho cristão. Suas provações eram numerosas. Viver para Cristo não era fácil, nunca o é. Jesus declarou que no mundo teríamos aflições (Jo. 16:33). As lutas cotidianas na vida cristã desenvolvem a paciência e fortalecem a fé.
A constância consiste em resistir calmamente a qualquer provação permitida pelo Senhor, e de não se rebelar ou amargurar, mas confiantemente se entregar “àquele que julga retamente” (1 Pe. 2:23). Tal constância tem seu alicerce na fé. Através dela o cristão entrega-se aos cuidados de Cristo, confiante que o Senhor não o abandonará à mercê do inimigo. Esta confiança outorga ao cristão a disposição e o poder de suportar dificuldades e perseguições em contraposição a uma vida consagrada ao Senhor.
No versículo 5, o apóstolo dá a idéia da “evidência do reto juízo de Deus” naquilo que acaba de escrever. O objetivo de Deus, quando permite que a Igreja passe por tribulações e provações é provar que nós somos considerados dignos do seu Reino. É um processo justo de julgamento que Deus está levando impondo a fim de que Ele possa provar quem realmente é digno do Reino, pois retribuirá a cada um conforme as suas obras (1 Pe. 4:17-19; Fl. 1: 27-30). A perseverança nas lutas e perseguições levam à entrada no reino de Deus. Isto não nos dá a idéia de que a salvação vem pelas obras, mas sim, que a fidelidade na vida cristã constitui-se uma prova de que somos salvos e, portanto, dignos do Reino de Deus e do gozo de viver eternamente com Cristo.
II – A Justiça de Deus (2 Ts. 1:6-9)
1) Em relação aos ímpios (vs. 6, 8 e 9). O versículo em pauta evidencia de maneira vigorosa o princípio da retribuição divina pelo pecado, que traz fruto amargo. Paulo afirma categoricamente que é perfeitamente compatível com o reto caráter de Deus que Ele castigue as pessoas que afligem seu povo. Aos Gálatas (6:7), Paulo exprime a verdade incontestável de que aquilo que o homem semear, isso também ceifará. O julgamento final de Deus sobre os ímpios, livrará os cristãos das tribulações e perseguições.
Nos vs. 8, 9 e 10 fica evidente que o castigo descrito aqui é para aqueles que rejeitam o Evangelho, através do qual é que Deus oferece ao homem amor e reconciliação. Mas, deliberadamente, o homem tem se recusado a aceitar esta maravilhosa oferta e continuam se opondo à Deus, à sua vontade e ao seu amor. Logo, terão inevitavelmente que enfrentar a justiça e o juízo divino. Que tipo de penalidade Deus aplicará àqueles que são culpados de rebelião? Ela é descrita como “eterna destruição, banidos da face do Senhor”. A frase abrange duas coisas: a) a ruína eterna e; b) separação eterna.
A palavra “destruição” significa, literalmente, a destruição da felicidade e não a aniquilação; pôr fim à existência de uma pessoa ou coisa parecida; em tudo que diz respeito à finalidade de sua existência. Ela é eterna, significando que jamais terá fim.Os perdidos serão eternamente banidos da presença de Deus e de sua comunhão.
2) Em relação aos justos (vs. 7). Os justos receberão alívio em lugar de seus sofrimentos e perseguições. O apóstolo usa a palavra “alívio”, no grego “anesis”, significando relaxamento das tensões. O povo de Deus entrará no descanso eterno
(Hb. 3:11-18; 4: 1,3-5, 8-11; Ap. 14:13) e gozarão eternamente das mais fantásticas realizações da glória de Deus. Estaremos para sempre com o Senhor. Habitaremos eternamente com Ele. Aleluia!
III – Súplica pela frutificação (11, 12)
1) Pelo poder de Deus (11). Não há, nem haverá cristão que frutifique sem a ação do poder de Deus operando pelo Espírito Santo em sua vida. A oração de Paulo não era para que eles vivessem uma vida santa e piedosa de modo a manterem sua condição de filhos de Deus, mas, pelo contrário, para que vivessem assim a fim de assegurar sua aprovação e recompensa de Deus, quando terminasse o labor desta vida. O crente tem o dever de andar no poder de Deus, se desejar ser bem-sucedido. Muitos cristãos desejam uma vida cristã genuína, cheia de vitórias e de frutos, mas às vezes lhes é impossível, porque lhes falta o poder que emana de Deus pelo seu Espírito Santo.
2) Para o propósito de Deus (12). Qual o propósito de Deus na vida de seus filhos? Paulo esclarece dizendo: “a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós”. O propósito da santificação e da obra de transformação que é realizada em nós objetiva que sejamos aceitos por Deus nos céus como seus filhos e co-herdeiros de Cristo. Precisamos, examinar nossos atos e palavras e ver se estamos glorificando e honrando ao Senhor. Precisamos viver de tal modo que o Senhor seja glorificado em tudo
(Mt. 5:16).
Conclusão
A Bíblia enfatiza que Cristo vai voltar. O próprio Jesus nos assegura que voltará. Portanto, é mister honrá-lo e glorificá-lo, entregando-lhe toda a nossa vida e servindo-lhe com amor e máxima dedicação, superando os sofrimentos e perseguições.
Pr. Joiadas Soares de Souza |