O Dia do Senhor
"Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça de fé e amor, e tornando como capacete, a esperança da salvação". (I Ts 5:8)
Introdução
Uma grande catástrofe mundial está para explodir no mundo. Alguém já declarou que o mundo é como uma grande bomba pronta para explodir a qualquer hora. Ódio, promis-cuidade, corrupção, motins, greves, tensões internacionais, guerras e inquietações em geral, estão no dia a dia do mundo, levando a humanidade à insegurança e o pavor. Eis que vem chegando o grande dia, O Dia do Senhor.
I - A Vinda do Grande Dia
Após dissertar sobre o arrebatamento da Igreja, Paulo dá continuidade falando sobre os acontecimentos posteriores. Após o arrebatamento da Igreja de Cristo, quando os salvos estiverem gozando das bodas do Cordeiro, o mundo estará mergulhando na hora mais negra da história - a sétima semana de Daniel, a Tribulação (Mt 24:21-22). Se Deus não intervir ninguém será salvo. Será o terrível e grande Dia do Senhor.
1. A Significação do Dia do Senhor
Este é um dos assuntos da mais relevante importância na Bíblia. Seu início será por ocasião do arrebatamento da Igreja. Paulo utiliza a expressão de que Ele virá como um "ladrão de noite", significando que virá inesperadamente e repentinamente.
A expressão "o Dia do Senhor" é muito abrangente e inclui todas as formas de intervenção especial de Deus entre os homens. Porém no texto em pauta, o apóstolo trata dos poderosos julgamentos de Deus sobre os homens, incluindo também o glorioso reino milenar de Cristo (Sf 3:8-17; 2Pe 3:10-11).
O Dia do Senhor será precedido por sete sinais:
a) O envio de Elias (Mt 3:5; Ap 11:3-6);
b) Perturbações cósmicas (Jl 2:1-12; Mt 24:29; At 2:19-20; Ap 6:12-17);
c) O esfriamento espiritual da Igreja - a Igreja se tornando sem discernimento e insensível às coisas do Espírito;
d) A apostasia da Igreja professa (2Ts 2:3);
e) O arrebatamento da Igreja (1Ts 2:3);
f) A manifestação do homem do pecado, a besta (2Ts 2:1-8);
g) Os juízos apocalípticos (Ap 11:18).
A dissertação do apóstolo Paulo sobre o Dia do Senhor outorga-nos a lição da subtaneidade da vinda de Cristo, seu aspecto terrível, sua ocorrência inesperada e a grande necessidade de vigilância por parte da comunidade de Cristo.
É preciso estar na expectativa e sempre vigilante (Lc 12:39-40). O Dia do Senhor trará julgamento para as nações. É época de retribuição, tanto às nações gentílicas, como à nação judaica (Sf 3:8_13; Jr 25:27-31; Jr 30:4-11).
2. A Repentina Destruição
O Dia do Senhor virá em uma época em que o mundo terá pensamento de paz e segurança. Certamente que esta paz e segurança serão falsas. Analisando estes últimos dias, notamos que paira no mundo, em especial entre Estados Unidos e Rússia um sentimento de fraternidade e de entendimento mútuo. A "paz" entre as duas maiores potências do mundo sugere um pseudo estado de paz e, apesar dos conflitos entre judeus e árabes e muitos outros espalhados pela Europa, Ásia, África, etc., o mundo respira com certo alívio.
Mas a Bíblia nos adverte contra a decepção de uma falsa segurança. Portanto, os salvos devem estar vigilantes e prontos, de modo que aquele dia não nos surpreenda. Devemos estar a postos esperando a vinda de Cristo para subirmos com Ele, livrando-nos dos julgamentos inapeláveis de Deus.
Somos filhos da luz e do dia e precisamos estar cautelosos e ativos, no desempenho da obra de Cristo, sendo fiéis e obedecendo a sua Palavra. Esta Paz e Segurança que o apóstolo fala, será certamente um período quando o anticristo houver adquirido muito poder e projetará ao mundo a imagem de alguém que revolucionará o mundo, satisfazendo as necessidades dos homens, destruindo todos que se opuserem a ele, tornando-se assim a maior autoridade do mundo.
O anticristo será apresentado ao mundo como um pacificador. Alguém que tem todas as respostas e solução para as carências da humanidade, quer sejam sociais, econômica, políticas e espirituais.
O apóstolo fala que então "sobreviverá repentina destruição". Quando os homens se jactarem que gozam de "paz", sobrevirá então o grande dia da tribulação. Exatamente com o dia de parto que tem a mulher grávida, o julgamento do Deus vivo virá sobre os homens, pressionando-os, trazendo-lhes tristeza e morte eterna.
II - A Necessidade de Vigilância, com Relação do Dia do Senhor
1. A Ignorância do Mundo
O apóstolo fala que os homens que vivem nas trevas não estão sob a expectativa da volta de Cristo. O mundo vive constantemente em trevas espirituais, não possuindo nenhum discernimento espiritual. "Quem anda nas trevas não sabe para onde vai"
(Jo 12:35).
Quem anda nas trevas ignora completamente o seu destino e não vive a espera do julgamento de Deus. São vidas ignorantes quanto aos objetivos de Deus e cegas para a verdade espiritual (2Co 4:4). Os incrédulos vivem constantemente na terra dos sonhos, andam dormindo, insensíveis à sua condenação, rejeitando a Cristo, não dando atenção ao perigo iminente e ameaçador que os cerca e que finalmente os atingirá sem advertência prévia.
2. A Posição dos Santos
Diante deste quadro de insensibilidade completa em que vive o mundo é que o apóstolo nos exorta a estar vigilantes e preparados para a vinda do Senhor (Ap 3:2-3). Não há tempo para titubear entre dois pensamentos.
Os genuínos servos do Senhor não estão satisfeitos e nem se incomodam com o "status quo" do mundo. A urgência da última hora exige crentes bem acordados, vivendo em plena luz e brilhando como luzeiros no meio deste mundo tenebroso. Paulo fala também que além da vigilância é mister praticarmos a sobriedade, referido-se a uma gravidade moral e espiritual e uma seriedade a respeito da realização da obra do Senhor.
Cada crente necessita da armadura espiritual, que é a couraça do crente - a fé e o amor. Temos que aguardar à volta de Cristo, adequadamente trajados, lutando contra os poderes do inferno.
A fé constitui na atitude correta para com Deus, com o fim de se apossar de suas promessas. "Sem fé é impossível agradar a Deus". O amor é a atitude correta para com nossos semelhantes, principalmente para com os nossos irmãos. É necessário amar-nos uns aos outros.
III - A Libertação da Ira Divina
Deus não nos destinou para a ira. Nenhum julgamento punitivo sobreviverá aos fiéis do Senhor, porque Cristo já recebeu todo o julgamento divino ao seu favor. (Jo 5:24; Rm 8:1).
Embora passemos por lutas, tribulações e provações, não há comparação entre isto e os juízos tremendos que serão descarregados por Deus durante a tribulação. Somos destinados para a salvação.
A aceitação por Cristo nos garante a libertação da ira de Deus. A morte de Cristo nos garante a participação de tudo quanto a sua morte significa, a saber: a destruição da velha natureza, a derrota dos inimigos da retidão e a nova vida do cristão.
Somos uma nova criatura em Cristo. Nossa salvação é evidentemente uma iniciativa de Deus. Ele nos deu a Cristo (Jo 3:16). Através de Cristo somos seus filhos (Jo 1:12-13). A salvação de Deus nos leva a pertencer a uma nova família. A Família de Deus.
Viver em família também implica em responsabilidades familiares. O apóstolo nos exorta a consolar e edificar uns aos outros. A Igreja não depende única e exclusivamente dos pregadores para o seu desenvolvimento espiritual, mas também através do auxílio mútuo a Igreja cresce e fortalece, atingindo a maturidade.
Na Igreja há os que edificam e os que destroem. Devemos observar aqueles que destroem para que sejam exortados a se corrigirem. A comunhão é a principal base para a edificação. É importante o gozo da plena comunhão entre os irmãos para que Deus opere eficazmente, salvando, curando e perdoando.
IV - Conclusão
Os que andam nas trevas provarão a ira divina, enquanto os que vivem na luz gozarão a eterna salvação de Deus, através de Cristo. Enquanto esperamos a volta do Senhor, é necessário que nos auxiliemos mutuamente, estimulando-nos à prática do amor e das boas obras. "Maranata! Ora Vem Senhor Jesus!".
Pr. Joiadas Soares de Souza |