Encontro com o Noivo
"Depois nós, os vivos, os que ficamos, seremos arrebatados, juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Coonsolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras ".
1 Ts 4:13-18
Introdução
A lição de hoje aborda com clareza o assunto que deve ter o maior interesse da Igreja de Cristo na face da Terra, a volta de Cristo. Essa deve ser nossa maior expectativa, nossa maior esperança.
A noiva aguarda ansiosamente a volta do noivo. Sua redenção. É quando partiremos para as bodas eternas com o Cordeiro. A doutrina da segunda vinda de Cristo é altamente mencionada no Texto Sagrado.
No Novo Testamento ela se faz mais evidente do que qualquer outra doutrina. Mais do que nunca essa doutrina deve ser estudada em nossa Igreja.
I - A Ressurreição dos Fiéis
A Igreja em Tessalônica estava sendo influenciada por uma falsa doutrina que ensinava que os mortos já haviam ressuscitado e que não restava mais nenhuma esperança na vinda de Jesus, para os cristãos falecidos.
O apóstolo Paulo escreveu esta sua primeira carta com o objetivo de apresentar a grande esperança na glória futura com Cristo como um conforto para os seus corações e também para desfazer a falsa doutrina que invadia a Igreja, em relação aos que morreram.
1. O Conforto da Ressurreição
Os irmãos em Tessalônica, como em nosssos dias, tinham várias idéias errôneas sobre a natureza e a significação da segunda vinda de Cristo. O apóstolo Paulo inicia esta seção apelando e exortando aqueles irmãos que: "... não sejais ignorantes".
Ele usa a palavra grega "agnoeo", significando alguém que não sabe, não compreende e não tem conhecimento do assunto. Uma das maiores falhas da Igreja tem sido a ignorância em relação a muitos assuntos relacionados com a sua vida na glória.
Deus quer que seu povo esteja devidamente informado a respeito da verdade profética e também a respeito de outros aspectos de sua vontade para nós. A falta de conhecimento da Palavra de Deus pode levar a Igreja ao pecado, resultando em fraqueza espiritual e vulnerabilidade às falsas doutrinas.
Há uma grande necessidade de que nos inteiremos das realidades quanto aos que "dormem". É mister ressaltar que aqueles que dormem em Cristo não morreram eternamente, mas que dormem um sono temporário e que haverá o grande despertamento para a vida eterna.
Atualmente eles descansam das lutas, dores e sofrimentos comuns desta vida. A morte física não deve nos assustar. Ela foi vencida... "Tragada foi a morte pela vitória". Os cristãos não devem lamentar como os incrédulos, os quais dão vazão a sua tristeza, porquanto consideram a morte como a destruição final, imaginando que tudo quanto é tirado do mundo perece.
Não podemos nos desesperar com a partida de um ente querido para a glória, haja vista, sua esperança de que ele não morreu, mas dormiu em Cristo Jesus.
2. A Certeza da Ressurreição
Paulo tinha absoluta certeza da ressurreição de Cristo. Esta certeza é ponto fundamental de nossa fé. Cremos que Cristo ressuscitou dos mortos e está a destra do Pai intercedendo por nós. A ressurreição de Cristo dá-nos total segurança que também ressuscitaremos (1 Co 15:20-21).
A morte para os fiéis é apenas um "sono" (At 7:60; Jo 11:11; At 13:36; 1 Co 15:6, 18-20). Daí a exortação do apóstolo que os irmãos em Tessalônica não vivessem a lastimar pelos seus mortos, porque Deus, mediante Jesus, trará juntamente em sua companhia, os que dormem. Deus ressuscitará os mortos.
Se em vida servimos plenamente ao Senhor e entregamo-nos completamente a Ele, o qual morreu, mas ressuscitou, então podemos ter certeza que teremos o mesmo destino. Na verdade, os crentes que faleceram não estão perdidos nem desesperan-çados e nem imobilizados, mas vivos.
A morte não significa o fim daqueles que estão em Cristo. A morte mediante Jesus é apenas o prelúdio da ressurreição com Ele.
II - O Arrebatamento dos Santos
1. A Revelação do Arrebatamento
Paulo tinha a grande esperança na vinda de Cristo. Ele tinha certeza plena que o Senhor voltaria, cumprindo a sua gloriosa promessa. Esta esperança bendita enchia o coração do apóstolo. A Igreja do nosso século necessita com urgência se voltar a esta realidade.
Perece que em nossos dias muitos irmãos estão "dormindo", sem lembrarem-se que em breve Cristo voltará. A Bíblia afirma categoricamente que a qualquer momento Jesus arrebatará a sua Igreja.
Esta esperança deve nos impulcionar a uma vida de maior consagração e santificação. Cada crente deve viver como se Cristo voltasse hoje. Muitos estão por demais compro-metidos com o mundo, sem perceberem que suas vidas estão se apagando e que será muito trágico o seu fim.
O apóstolo , neste versículo, afirma que a primeira etapa do arrebatamento será a ressurreição dos que dormem. "Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro".
2. A Volta de Jesus
Toda pregação neotestamentária gira em torno de três temas especiais e básicos: Salvação, Santificação e Vinda de Cristo. Não há maior esperança para a Igreja militante do que a volta de Jesus.
É com esta esperança que devemos enfrentar com firmeza e coragem as lutas, tribulações e perseguições desta vida. Certos de que um dia não haverá mais lágrimas, nem pranto, nem luto, nem dor e que a morte não existirá.
Ao ressoar da trombeta de Deus, Cristo descerá dos céus. A trombeta serve de símbolo de anúncio e do início das grandiosas manifestações de Deus. (Ex 19:13-16; Sl 47:5; Is 27:13; Zc 1:16, 9:14; Mt 24:31; 1 Co 15:52; Ap 1:10 e 4:11).
A volta de Jesus é indiscutivelmente a maior manifestação de Deus no universo. Será o grande dia. O dia da vitória da Igreja. O dia que nós mais ansiamos.
3. A Reunião dos Santos
Após a ressurreição dos mortos cristãos, segue-se a segunda etapa, o arrebatamento e transformação dos corpos que estão vivos para Deus, mas mortos para o mundo. O lugar da grande reunião dos "vencedores de Cristo, dos fiéis até a morte, será nos ares, no espaço entre a terra e o céu.
É aqui que o seu povo vai para o encontro do Senhor. E que glorioso será esse dia. Nos ares haverá ao maior culto jamais visto aqui na terra. À nossa espera estará o Noivo, o Cordeiro que venceu. O Santo de Deus. Veremos nossos entes queridos que partiram, mas a coisa mais gloriosa será ver a Cristo, face a face.
Os fiéis, os vivos e os que dormem reunir-se-ão em um grupo maravilhoso, uma vez que transformados seus corpos em corpos incorruptíveis, estarão adorando aquele que foi morto, mas ressuscitou e venceu a morte. Contemplaremos o seu rosto.
Diante destas promessas maravilhosas não temos motivos para vivermos lamentando os que morreram em Cristo. Pelo contrário devemos nos consolar mutuamente.
IV - Conclusão
A volta de Jesus é fato incontestável na vida do genuíno cristão. É mister que a Igreja esteja preparada para as bodas do Cordeiro. Vamos remir o tempo... É tempo de se santificar e se consagrar plenamente ao Senhor.
Por que domir? Precisamos estar vigiando. É tempo de colocar azeite nas lâmpadas, eis que a hora está chegando. Hora de partir. A nossa oração é que a Igreja de Cristo esteja pronta para dizer: "Maranata! Ora Vem Senhor Jesus!".
Pr. Joiadas Soares de Souza |
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