Enfrentando o Inimigo
"Na igreja como na vida, não somente é importante o início da nova vida, mas também o seu desenvolvimento". (1 Ts 3:1-13)
Introdução
Satanás sempre tem a sua disposição pessoas cujas línguas estão prontas para lançar críticas desairosas à obra de Deus e seus respectivos obreiros. Em Tessalônica havia pessoas que estavam dispostas a minar e a descaracterizar a Igreja que o apóstolo Paulo fundara e isso através de difamação, tentanto criar no coração do povo a desconfiança na pessoa de Paulo.
Há necessidade impierosa de salvaguardar o povo de Deus destes elementos perniciosos que apenas objetivam dividir e engodar o povo evangélico.
I - Os Problemas da Igreja
Os irmãos de Tessalônioca eram neoconversos, em pequeno número e estavam enfrentando diversos problemas. Daí a preocupação do apóstolo Paulo com eles.
1. As Tribulações e Opressões
O apóstolo estava lhes escrevendo com o objetivo de fortalecê-los. Ele usa a expressão "Ninguém se inquiete". Havia irmãos que já estavam temerosos com as lutas que se levantavam. Há nesta expressão do apóstolo uma mensagem de alívio.
Quando enfrentamos as opressões e tribulações é mister que em nossos corações haja plena confiança no Senhor e que gozemos da certeza de que Ele está conosco. Porque nos inquietar se contamos com a sua firme promessa (Mt 28:20b)?
Paulo os exortava a não se inquietarem com essas tribulações. A palavra "tribulação" significa, fundamentalmente, ser moído entre duas pedras. Jesus nos alertou que as tribulações e aflições seriam naturais em nossa caminhada cristã. Elas objetivam testar nossa fé e maturidade espiritual.
Não podemos desfalecer e desanimar diante das lutas cotidianas que enfrentamos contra o nosso inimigo. A vitória é garantida por Cristo Jesus. Nele podemos todas as coisas (Fl 4:13).
2. A Tentação Malígna
O malígno estava rodeando os cristãos de Tessalônica. Paulo tinha certeza desse assédio satânico e resolveu entrar imediatamente em ação enviando a Timóteo com o objetivo de indagar o estado de fé daqueles inimigos.
Diariamente somos desafiados a confrontar os poderes do inferno. Somos provados e tentados, mas graças ao Senhor, sempre temos vitória. Satanás é sutil e sempre estará procurando uma forma de envolver as pessoas. Seus métodos são terríveis.
Ele tenta por meio do orgulho (1 Tm 3:6) e os desejos pecaminosos da carne (Tg 1:13-14). Age de maneira furtiva por intermédio de algum crente carnal ou decaído (Mt 16:21-23).
Suas tentações são múltiplas, sua luta insana contra a piedade, lançando mão de muitas armas para desencorajar, para destruir e para perverter, projetando contra nós tribulações e dificuldades, levando a muitos incautos a desviar da verdade.
O objetivo de satanás é tornar inútil o trabalho e o labor dos ministros de Deus.
II - A Vitória da Igreja
1. O Consolo Pastoral
Paulo sentia-se perfeitamente feliz com o relatório trazido por Timóteo, sobre a condição espiritual da Igreja em Tessalônica. Na verdade o diabo os tinha atacado, mas eles não haviam sucumbido. Permaneceram no exercício da fé, do amor e na comunhão com Deus e seus ministros.
O temor a Deus, a atitude de amor e apreço dos irmãos alegram sobremaneira o coração do pastor, estimulando-o a árdua obra de pastorear o rebanho do Senhor. Isso serve de encorajamento para prosseguirmos no caminho da fidelidade de Cristo.
2. Qualidades Essenciais para a Vitória da Igreja
As boas notícias que Timóteo trouxera para Paulo continham três elementos importantíssimos na vida cristã: a fé, o amor e a comunhão.
Estas três qualidade são essenciais. No conceito de Paulo, a fé era a atitude que trazia as pessoas para dentro da esfera da atividade salvífica de Deus em Jesus e o amor era o novo relacionamento com Deus e com as outras pessoas envolvidas neste amor.
Paulo fala da "fé que atua pelo amor" (Gl 5:6). A presença da fé, do amor e da comunhão na vida dos tessalonicenses levavam a Paulo a certeza de que eles estavam alcançando vitórias contras as hostes satânicas.
Na realidade, uma Igreja não pode subsistir sem essa tríade maravilhosa. A fé, o amor e a comunhão capacitam a Igreja contra toda investida malígna.
III - Ações de Graça pela Vitória
1. O Júbilo de Paulo
Os crentes de Tessalônica tinham outorgado ao apóstolo Paulo uma imensurável alegria, mediante sua firmeza espiritual. Que ações de graças poderia Paulo dar a Deus? Que gratidão expressa poderia ser suficientemente fervorosa, pela benção que ele recebera através daqueles crentes?
A benção era tão gigantesca que o apóstolo sentia-se impossibilitado de agradecer. Não havia palavras para traduzir tal sentimento de alegria.
Não há maior alegria para o genuíno pastor do que saber que seus filhos andam na verdade (3 Jo 4). Fica evidente quão íntima era a comunhão da vida de Paulo com aqueles imãos. Ele os amava.
Em nossos dias é mister que os obreiros do Senhor possam nutrir o mesmo sentimento de dar ações de graças a Deus pela firmeza e constância na fé de suas igrejas.
2. A Oração do Apóstolo
O apóstolo Paulo expressa àqueles irmãos o seu empenho em oração diuturna, na esperança de revê-los pessoalmente e reparar suas deficiências na fé. Esta atitude denota ainda mais a profundidade de sentimento que Paulo tinha pelos tessalonicenses.
A expressão "com máximo empenho e noite e dia" mostram a intensidade da oração do apóstolo e nos outorga a maravilhosa lição que precisamos gastar tempo intercedendo a Deus uns pelos outros com o objetivo de que haja fé eficiente, fé prática e fortalecimento espiritual no corpo de Cristo.
Três coisas estavam no coração de Paulo quando ele orava a Deus pelos tessalonicenses:
a) O desejo de revê-los;
b) O desejo de vê-los crescer em amor;
c) Paulo queria vê-los cheios da verdadeira compaixão cristã, que deve consistir em uma experiência contínua e crescente.
O amor em nossas vidas tem que ser ativo, vivo e eficaz, abrangendo não só aos fiéis, mas a todos os homens. Como Jesus ensinou, devemos amar até nossos inimigos. Se você tem dificuldade em amar alguém, peça a Deus para ajudar-lhe a conseguir amá-lo.
3. O Desejo de Vê-los Confirmados em Santidade
O propósito final da oração de Paulo é que os irmãos de Tessalônica sejam vistos na vinda de Cristo, como santos. Ele expressa o desejo pelo constante desenvolvimento do caráter cristão e a glorificação de cada fiel.
Precisamos ter nossos corações confirmados em santidade e isentos de culpa, para podermos pertencer à galeria dos santos que galgaram a glória eterna. É mister que sejamos estabelecidos na fé para que avancemos decididamente em nossa transformação moral, tornando-nos parecidos com Cristo.
IV - Conclusão
As vitórias que temos sobre o inimigo dependem exclusivamente do quanto obedecemos ao Senhor e do quanto estamos próximo dEle. O texto sagrado deixa evidente: "Sujeita-vos a Deus mas resisti ao diabo e ele fugirá de vós". (Tg 4:7).
A nossa oração é que a Igreja de Cristo possa se espelhar no exemplo dos tessalonicenses e procurar com veemência servir e ser fiel ao Nosso Senhor Jesus Cristo.
Pr. Joiadas Soares de Souza |