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EMPRESÁRIOS  

Fator Liderança

O propósito deste artigo é efetivamente levar aos leitores a aprender a lidar de forma mais efetiva tanto como as mudanças pessoais quanto sociais, através de um aprofundamento de nossa compreensão sobre o modo como os indivíduos respondem aos novos desafios da vida e a pericibilidade dos fatos, compreendendo a realidade de que o mundo inteiro é uma história transitória.

Quando se analisa a história da sociedade ocidental, observa-se que nos últimos 300 anos ela foi afetada drasticamente por um turbilhão de transformações que se espalhou através dos países altamente industrializados em ondas de velocidade crescente e com um impacto sem precedentes, gerando a ruptura de pistas psicológicas conhecidas, que ajudam o indivíduo a funcionar em sociedade, surgindo outras, novas, que são estranhas ou incompreensíveis.

Este fenômeno é responsável por grande parte da frustração, do espanto e da desorientação que assolam a sociedade contemporânea, causando colapso na comunicação e na inabilidade em lidar com a realidade patente.

Diante deste processo avassalador, a sociedade anseia por indivíduos que possam ser habilitados a conduzir de forma clara e transparente os destinos de milhões de pessoas que carecem adaptar-se às novas realidades que as desafiam. Gerando indivíduos que aprendam a encontrar tempo para reflexão, sobrevivendo e acompanhando as mudanças, desenvolvendo a criatividade.

O fator liderança é aquele que está antenado nas multifaces e nas multiformas das mudanças e transformações estruturais, habilitando-se para aplicar o processo de reengenharia que, às vezes, implica numa transformação cultural, revelando características básicas de liderança como: poder, experiência, credibilidade e capacidade.

Diante do exposto, a questão pertinente é:

Quais os erros comuns do processo de mudanças e como evitá-los?

           
1. A Perda do Sentido de Urgência

O profissional precisa examinar o mercado onde está envolvido e estudar cuidadosamente os competidores, identificando as crises – tanto reais como potenciais - e as grandes oportunidades que deve aproveitar, discernindo com absoluta lucidez o que é urgente e concomitantemente importante.

2. A Perda do Poder de envolvimento da alta direção e das Equipes de Base

Os altos executivos devem se comprometer com a mudança e formar um grupo de pessoas que tenha poder suficiente para liderá-la e conseguir trabalhar em equipe.

3. Subestimar o Poder da Visão Corporativa

A empresa deve criar uma visão que ajude a direcionar os esforços de mudanças. Além disso, precisa elaborar as estratégias para atingir esta visão.

4. Não Conseguir Transmitir a Visão de Mudanças

A empresa tem de utilizar todos os veículos para informar constantemente a nova visão e as estratégias. Para isto deve ter um modelo que sirva de guia do comportamento que se espera das equipes de base.

5. Não Fomentar o Envolvimento Geral

A empresa deve eliminar os obstáculos à transferência de poder e responsabilidade para os funcionários, modificar os sistemas ou as estruturas que atrapalham a visão de mudança e estimular a atitude de assumir riscos, e de ter idéias e iniciativas não convencionais.

6. Não Obter Resultados a Curto Prazo

A empresa precisa providenciar melhorias visíveis e rápidas no desempenho além de reconhecer e recompensar de maneira ostensiva os funcionários que tornaram possíveis esses resultados.

7. Satisfazer-se logo com os resultados, deixando de consolidá-los para criar mais mudanças.

A empresa deve ter credibilidade crescente para mudar sistemas, estruturas e políticas que não se encaixarem dentro da visão de transformação da empresa. Precisa também contratar, promover ou desenvolver pessoas que possam implantar a visão de mudanças e tem de revitalizar o processo com novos projetos temáticos e agentes de transformação.

8. Não Incorporar as Mudanças à Cultura de Empresa

A Empresa deve chegar a um patamar de desempenho melhor com um comportamento orientado para o cliente e para a produtividade, através de mais e melhor liderança gerando uma gestão mais eficaz. 

Neste mesmo diapasão é imprescindível que se compreenda que a maioria das mudanças é produto de 80% de liderança e 20 % de gerenciamento. O problema principal não é manter a mudança sob controle, mais sim impulsioná-la, de tal forma que quebre as resistências e derrube todas as barreiras que impeçam a adaptação da empresa à nova realidade. 


Pr. Joiadas Soares de Sousa