O Futuro da Igreja
(1 Tm. 3:15)
Observando o texto, veremos que o Apóstolo Paulo versa sobre dois pilares eternos de um cristianismo sadio e autêntico. O futuro da Igreja depende direta e roporcionalmente da prática diária de duas atitudes: Consciência e Procedimento. “Eu procedo... eu pauto as minhas ações em perfeita harmonia com minha consciência”.
Nós, enquanto Igreja, temos que ter a consciência clara e cristalina da nossa função, de nosso objetivo, de nossas metas e do papel que devemos desempenhar nesta geração, bem como conscientes do que temos e do que podemos (Ef. 3:20) proceder em harmonia com aquilo que Deus deseja.
A questão básica é: irmão, qual é o seu nível de consciência? Saiba que seu procedimento é determinado pelo nível de consciência que você tem!
A Prática
Foi exatamente pelo nível de consciência alcançado que Pedro e João ministraram a cura do coxo na Porta do Templo chamada formosa. De acordo com o texto (At. 3:1-10), eles tinham consciência da necessidade de desenvolver o ministério da oração e estavam indo para lá com esta motivação, mas a caminho lhes é manifestada a veemente necessidade de um homem coxo de nascença que lhes implorava uma reles esmola. Esse homem não tinha nenhuma consciência do que poderia acontecer com ele... Porém, Pedro e João sabiam!
Prática Reflexiva
1. Amados, aquele coxo simboliza uma sociedade carente, coxa, que não se mobiliza sozinha, sem poder próprio de locomoção; e Pedro e João simbolizam a Igreja, que somos nós, que temos a plena consciência de que há um poder operando em nós e que, ao procedermos em harmonia com este poder temos habilitação para respondermos positivamente ao clamor de uma sociedade doente, que as portas de uma religião vazia e morta totalmente inoperante imploram por migalhas.
Nós temos abundância de pão!
Nós temos a saída!
Nós temos a solução!
Nós podemos exercer o poder e a autoridade do nome de Jesus e ministrar cura e libertação para os necessitados.
Veja a expressão usada por Pedro: “Olha para nós”. Aqui está o ápice da consciência de alguém que sabia em quem cria e o nome de quem usava! Pedro tinha consciência que a solução para aquele homem não consistia no poder do ouro ou da prata e sim em que ele fosse liberto de seu flagelo, em o nome do Senhor Jesus.
Amados, reflitam nisto. O flagelo e a miséria humana não são resolvidos pelo poder econômico e sim pelo poder que há em um nome... o nome de Jesus! Aleluia! A maior crise da humanidade consiste em que os homens não compreendam esta verdade. Mas nós somos detentores e ministros desta verdade e devemos proceder de conformidade com sua total expressão.
2. Um outro exemplo que deixa explícito esta dicotomia que Paulo apresenta no texto – consciência e procedimento – é o episódio tão conhecido da vitória de Davi sobre o gigante Golias. Vocês podem perceber que Davi, quando do enfrentamento com Golias, não estava tentando derrubá-lo. Não era uma hipótese e sim um fato. Ele garantiu ao gigante que iria derrubá-lo. Ele tinha consciência que o Senhor dos exércitos estava com ele e assim foi para o desafio e venceu o gigante. Veja que ele aplicou a estratégia correta, ou seja, ele procedeu em conformidade com sua consciência.
3. O próprio apóstolo Paulo declara enfaticamente “Eu sei em quem tenho crido”. E você, irmão, tem este mesmo nível de consciência? Observe que Paulo estimula que nós devamos desenvolver o conceito real do que é a casa de Deus. Ele a conceitua de três formas:
Como igreja do deus vivo: um Deus que age, que se move, que intervém, que se importa, que ouve, vê e se revela.
Coluna da verdade: significa base, sustentação, apoio, pilar onde repousa a verdade irrefutável e apóia a sã doutrina.
Baluarte da verdade: significa que a casa do Senhor é uma fortaleza inexpugnável, lugar seguro, um refúgio e um sustentáculo contra qualquer circunstância. É uma rocha eterna onde podemos edificar e construir a nossa casa sem risco de desabar.
Pontos Referenciais
Eu creio que a Igreja do futuro e o futuro da Igreja dependerão também de restaurar algumas posições supra-necessárias. A Igreja do futuro não pode viver da virtualidade, de uma cultura pautada apenas na teoria e sim, necessariamente, numa vida factual de comprometimento integral com os princípios escriturísticos e os valores eternos da Igreja primitiva.
Queridos, existem princípios que são imutáveis e, em sendo aplicados, expurgarão de nossa convivência comportamentos que se harmonizam e coexistem com as trevas como se fossem naturais.
Pr. Joiadas Soares de Souza |