Perversidade doméstica
A violência doméstica é um dos temas abordados pela imprensa constantemente, relatando casos que deixam a nação completamente chocada pela crueldade a que as vítimas, geralmente crianças indefesas, são submetidas.
O caso da menina Isabella Nardoni, de apenas cinco anos, que sofreu agressões pela madrasta e foi jogada pelo pai do sexto andar do prédio onde morava (conforme relato da polícia), é mais um desses casos que está abalando a sociedade. Indignada, toda a população quer entender o por quê desse crime tão cruel, principalmente se cometido pelo próprio pai e pela madrasta. Mas o que está acontecendo com a sociedade moderna? Para que tanta violência? Aonde se quer chegar com esses atos violentos?
Sinceramente, acho que nem Freud seria capaz de explicar tamanha agressividade e perversidade por parte do ser humano. Tanto a revista Veja quanto o jornal O Estado de S. Paulo vêm questionando isso, buscando entender o que se passa na mente da sociedade.
Uma coisa é certa, além dos aspectos de personalidade que levam as pessoas a terem sentimentos doentios como o ciúme, por exemplo, falta alguma coisa na vida dessas pessoas. Talvez essa falta esteja relacionada a frustrações na infância, a falta de interesses por alguma atividade, como trabalho, estudo, atividades esportivas ou filantrópicas.
Não importa, o que se nota é que as pessoas não buscam preencher seu tempo e sua mente com algo útil. Preferem ficar com a mente vazia, dando espaço para qualquer sentimento que as leve ao desequilíbrio emocional e, conseqüentemente, à violência.
A falta de Deus na vida das pessoas
Podemos ressaltar com certa propriedade, até mesmo pela experiência de vida que temos enquanto cristãos, que falta um pouco de medo para as pessoas. Ninguém tem medo de nada, nem da polícia, nem das autoridades, nem das leis vigentes e muito menos de Deus. A certeza da impunidade leva a pessoa a achar que pode tudo.
Num passado recente, as crianças já nasciam temendo a Deus, não importava a religião da família, mas já nasciam sabendo que Deus não gosta de coisas erradas e que Ele cobraria pela desobediência aos seus mandamentos.
Hoje não, as crianças nascem e nem sequer ouvem falar de Deus durante sua infância porque seus pais talvez nunca tenham passado na frente de uma igreja ou nunca tenham aprendido alguma coisa sobre Deus para poder ensinar aos filhos.
Se pelo menos tivessem um pouco de temor a Deus e amor ao próximo, certamente muitas crianças não estariam perdidas nas drogas, muitos pais não largariam seus filhos vivendo ao sabor da televisão, jogos, vícios e internet. Muitos pais não seriam tão violentos a ponto de espancar seus filhos e jogá-los janela abaixo.
Enfim, a presença de Deus, seus ensinamentos acerca do amor ao próximo e o temor a Deus são predicados que o ser humano, de qualquer classe social, deveria ter em mente e praticar no seu dia-a-dia, assim evitaríamos tanta desgraça como as que temos visto ultimamente.
A sociedade atual leva uma vida acelerada e cheia de cobranças que causam o estresse e o desequilíbrio emocional. É importante para os pais ficarem atentos ao comportamento de seus filhos, sejam eles crianças ou adultos, e procurar perceber algum desvio de personalidade e assim procurar ajuda profissional. Às vezes, uma boa conversa com um especialista pode reduzir as chances de uma tragédia.
Silvana Ornelas Coelho
Jornalista
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