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ACONSELHAMENTO  

Como cuidar do Ser
(Parte II)

Na primeira parte do texto publicada anteriormente, pudemos observar qual o conceito de aconselhamento pastoral e quais as características que um conselheiro deve ter para que possa ajudar aos necessitados. Nesta segunda parte do texto você vai conhecer um pouco sobre visitação, doenças mentais que muitas vezes podem se confundir com possessão demoníaca.

Visitação

A visitação é importante para conhecer a família e sentir de perto seus problemas e deve ser algo agradável, deixando o dono da casa falar de sua vida, se quiser. Confira os três modelos de visitação:

  • O pastor visita, faz culto no lar etc. Mas o modelo tradicional restringe as possibilidades de alcance;
  • Grupo de diácono: a visita pode ser vinculada a um motivo específico (método usado por igrejas grandes);
  • Igrejas em células.

Objetivos da visitação são:

  • Atender as necessidades básicas do indivíduo, consolar, reanimar;
  • Valorização nas visitas a pessoas internadas e em casa de repouso de idosos;
  • Aconselhar, evangelizar;
  • Suprir, consolar, exortar etc.

Cuidados com a visitação

  • Não se deve convencer o visitado a freqüentar o culto. Ele precisa sentir-se livre para ir;
  • O conselheiro não deve defender o pastor ou a igreja; precisa fazer o indivíduo falar de seus problemas;
  • Levar o aconselhando a entender que mesmo doente deve-se estar perto de Deus;
  • O conselheiro não deve tomar decisões pelo outro.

Aconselhamento familiar

A igreja pode oferecer o aconselhamento familiar preventivo e desenvolver um plano de educação familiar. Pode desenvolver um programa de treinamento de líderes leigos em aconselhamento pastoral, inclusive sobre o aconselhamento conjugal.

Neste caso, deve-se conversar individualmente e mostrar ao casal que não pode resolver tudo imediatamente. Dependendo do caso é necessário mais tempo para o aconselhamento.
O objetivo é fazer com que o casal retome a comunicação e o entendimento para que haja equilíbrio no casamento e também com que com que tanto o homem quanto a mulher conheçam a si mesmo e aos seus sentimentos.

Doenças Mentais

Há ainda diversas doenças mentais que levam o indivíduo e sua família ao sofrimento e que geram alta taxa de suicídio. É importante que o indivíduo tenha um bem-estar emocional equilibrado e caso haja algum transtorno é preciso tratá-lo. O autor Albert Friesen relaciona algumas características da maturidade psíquica, entre elas:

  • Encarar a realidade como ela é;
  • Adaptar-se às mudanças;
  • Controlar a preocupação e os medos;
  • Considerar o outro;
  • Aprender a amar.

Para se estabelecer relações afetivas é preciso que o indivíduo tenha boa saúde mental e auto-estima, ficando atento aos sintomas da doença mental (como a mudança no comportamento). O conselheiro pastoral deve tranqüilizar o doente, encorajá-lo para o tratamento. É preciso saber identificar se é doença mental ou possessão demoníaca. É preciso observar atentamente esses casos, pois são difíceis de saber quando é possessão demoníaca, conforme explica Friezen.

Sintomas da doença mental:

    • Sensação de angústia intensa;
    • Claustrofobia/medo de lugar fechado;
    • Em alguns casos procuram ajuda no início;
    • Se autoflagelam, causam sofrimento a si mesmo para diminuir a angústia;
    • Síndrome paranóide: ocorre nos quadros de esquizofrenia e o indivíduo sente-se grande e poderoso.

Sintomas da Possessão demoníaca:

    • Resistência a Jesus;
    • Poder de quebrar grilhões: sintoma de força que vem das trevas;
    • Cura imediata;
    • Agitação do doente se desloca para outros seres;
    • Libertação espontânea.

A Bíblia mostra que os demônios são seres espirituais que procuram influenciar ou possuir pessoas distantes de Deus. Satanás as usa através da tentação e pecado para distanciar o sujeito de Deus.

Confira os sintomas que se manifestam na doença e na possessão:

Doença Prossessão
quer religião não quer religião
são confusos quanto a realidade demôminos querem estar onde a pessoa está
se isola do mundo são racionais
cura demorada cura imediata
precisa de remédios e apoio psicológico precisa de oração

No aconselhamento pastoral é importante que o conselheiro seja atencioso, que saiba ouvir e que não fale de si mesmo, evitando comparações com o indivíduo que necessita de ajuda.

Silvana Ornelas Coelho
Jornalista
e-mail: redacaounida@uol.com.br